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Pesquisa adapta modelo agropecuário ao semiárido

Tecnologia de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) será apresentada dia 08/04
última modificação: 10/12/2015 11h06
João Paulo Plantio de milho e leguminosa associado ao cultivo do capim para pasto de cordeiros terminados

Plantio de milho e leguminosa associado ao cultivo do capim para pasto de cordeiros terminados

O campus de Tauá do IFCE desenvolve uma pesquisa para a implantação do sistema de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) no semiárido nordestino. O estudo vai possibilitar a adaptação do sistema padrão, já utilizado em outras regiões do país, para as condições ambientais e climáticas do Nordeste. A expectativa é disseminar essa solução tecnológica, com o plantio de um consórcio de milho, capim e leguminosa como base forrageira para a terminação de cordeiros a pasto.

O sistema será apresentado na quarta-feira, dia 08 de abril, às 14h, no auditório do campus de Tauá (Rua Antônio Teixeira Benevides, nº 01, Colibris, Tauá – CE). Esse estudo integra o projeto de pesquisa “Terminação de cordeiros deslanados em sistema de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) no semiárido nordestino”, aprovado na Chamada Pública nº 17/2014, promovida pelo MEC em conjunto com o CNPq.

O coordenador do projeto, professor João Paulo Rêgo, explica que o maior benefício desse sistema é a integração de duas atividades (lavoura e pecuária), comumente praticadas. “Procuramos desenvolver uma solução tecnológica para o semiárido que agregue a exploração agrícola e a criação de ovinos. Assim, você disponibiliza forragem de qualidade para o período seco, aumentando a renda do produtor rural, por intermédio da produção de carne num sistema que só gerava grãos”, acrescenta.

A tecnologia está sendo aplicada na Fazenda Cachoeirinha, no município de Tauá, com o cultivo do milho, de capim e leguminosa na mesma área. “Após a colheita do milho, os cordeiros irão ocupar o terreno com a pastagem. É dessa forma que o sistema integra a lavoura à pecuária, aumentando a capacidade de suporte dessas áreas, bem como melhoria da qualidade da forragem disponível na época seca do ano, onde comumente os animais perdem peso. Neste aspecto, damos ao produtor mais uma fonte de renda, por inserir no sistema o cordeiro terminado.”, conclui o coordenador.

Diogenilson Aquino – campus de Tauá