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Prêmio Mulheres na Ciência promove dia histórico no IFCE

Debate, premiação e perspectivas de mais atitudes positivas marcaram a solenidade
publicado: 30/04/2019 16h58, última modificação: 02/05/2019 14h08

Valorização e motivação foram sentimentos bastante exaltados na tarde desta terça, 30 de abril, data histórica para o IFCE por conta da solenidade de entrega do 1º Prêmio Mulheres na Ciência, promovido pela instituição. Ao todo, 78 servidoras e 67 alunas tiveram suas contribuições científicas premiadas e enaltecidas pelo auditório lotado, principalmente, por mulheres, em cerimônia realizada no campus de Fortaleza.

Antes da premiação, outro momento histórico: a mesa-redonda: "Protagonismo e Empoderamento Feminino", com a participação de Maria da Penha, farmacêutica bioquímica símbolo da luta pelos direitos da mulher e contra a violência doméstica no Brasil; da professora adjunta do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) Sonia Guimarães, e da docente do Colégio Estadual Maria Emília Rabelo, Maria Sângela de Sousa.

"As mulheres podem ser tudo aquilo que quiserem, elas devem se empoderar no sentido de fazer o que elas podem e não o que dizem que elas devem fazer; elas podem, trabalhando, estudando, é um fato", destacou Sônia Guimarães, colocando a atitude feminina como peça fundamental nesse contexto. "Quando disserem que ela não vai conseguir, não ser capaz de tal objetivo, é importante ela por ela mesma chegar onde quiser", completou, afirmando que é a mulher decide seu futuro e não o que é dito a elas.

Maria da Penha, com a palavra, cobrou maior participação dos pequenos municípios na luta pelo respeito às mulheres e no combate à violência. "Não temos encontrado a ajuda necessária nos pequenos municípios; é importante que isso ocorra. Não é preciso nem grandes estruturas, um centro de referência dentro de um posto de saúde pode ajudar", sugere. Uma denúncia numa cidade pequena, onde todo mundo se conhece, causa impacto e um reflexo muito positivo, na avaliação dela, reconhecendo iniciativas não somente de grande porte. As pequenas ações são decisivas, frisa.

Ainda dentro da temática de valorização e do respeito à mulher, foram apresentados, dentro da programação, uma cartilha e um aplicativo de combate ao assédio sexual atualmente em desenvolvimento no IFCE.

Prêmio

As estudantes e servidoras do IFCE reconhecidas pelo Prêmio Mulheres na Ciência foram selecionadas por meio de edital lançado pela Pró-reitoria de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação (PRPI), cujo objetivo foi de valorizar, elevar, estimular e reconhecer o protagonismo as pesquisadoras. "O empoderamento das mulheres é um processo natural reconhecido pela instituição, onde é proporcionado um espaço rico de vivência para elas", frisou o reitor Virgílio Araripe, que presidiu a solenidade. "Não há ambiente melhor do que uma escola, uma instituição de educação, para dar exemplo à sociedade da relevância das mulheres", acrescentou, ao considerar o prêmio um "divisor de águas", que trará ainda mais resultados para o instituto.

Uma das alunas premiadas, Daniela Nogueira, da graduação em Tecnologia de Alimentos do campus de Limoeiro do Norte, destacou que a iniciativa do IFCE gera motivação para quem já atua no campo científico e para novas pesquisadoras. "É importante ter esse espaço de valorização do nosso trabalho, que, com certeza, trará mais mulheres para a pesquisa como para o nosso campus", frisou.

Opinião semelhante tem Joene Vitória, que cursa o mestrado em Tecnologia em Alimentos, também no IFCE em Limoeiro do Norte. "Fico muito feliz em saber que nosso campus foi o que teve mais mulheres premiadas, mostrando que esse público tá bem atuante lá na área científica, e essa premiação mostra que a instituição está no caminho certo, reconhecendo e dando oportunidade para que nós pesquisadoras possamos dar contribuições tanto para o instituto como para a sociedade", comentou.

Marlene Nunes, professora também premiada do campus de Limoeiro, entende que a iniciativa do prêmio revela uma importante valorização do trabalho para a sequência do trabalho de incentivo às jovens pesquisadoras. "Vejo alunos e alunas buscando participar dos trabalhos, sejam como voluntários, ou dentro dos editais, trazer problemáticas da vida deles, se interessando", avaliou. "O reconhecimento de um evento de premiação pode gerar um estímulo ainda maior", disse a docente.

As cinco primeiras na categoria “servidora” foram premiadas com o direito à publicação de um e-book sobre tema ligado a sua pesquisa. Outras dez servidoras terão direito a cotas de bolsas na modalidade de Iniciação Científica Júnior (ICJ), Iniciação Científica (IC) ou Iniciação Tecnológica (IT), de forma a auxiliar na continuidade de seus experimentos. As 35 primeiras também ganharão o direito de publicar artigo na Revista Conexões, após análise pelo comitê científico do periódico. Todas as servidoras e alunas ganharão medalhas em reconhecimento a sua atuação como pesquisadoras.

Luís Carlos de Freitas - Reitoria