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Barco autônomo monitora águas e protege profissional contra contaminação

publicado 21/06/2018 16h21, última modificação 13/08/2018 11h11
O minibarco se movimenta pelas águas e faz medições para estudos ambientais, dentre elas pH, oxigênio dissolvido, potencial de oxirredução, além de verificar a temperatura do ambiente

Você já pensou nos riscos de contaminação a que um profissional pode estar submetido ao entrar em contato com águas extremamente poluídas numa simples coleta para análise? Pois é! Foi pensando nisso e em quanto a tecnologia pode ajudar a cuidar do meio ambiente que dois pesquisadores do campus de Fortaleza do IFCE desenvolveram um Veículo Aquático Autônomo para Análise da Qualidade da Água em Lagoas.

Equipe de pesquisadores fazendo exposição de barco autômato

Depois de dois anos de muito trabalho, o então estudante do Mestrado em Energias Renováveis, Marcelo Laranjeira Melo, sob a supervisão do professor orientador Auzuir Ripardo de Alexandria, conseguiu que o protótipo do veículo fosse construído e testado com sucesso em duas lagoas e em um açude cearense.

O minibarco autônomo se movimenta pelas águas e faz algumas medições fundamentais para os estudos ambientais, dentre elas pH, oxigênio dissolvido, potencial de oxirredução, além da temperatura da água e do ambiente.  “Nós decidimos reunir os conhecimentos de robótica aplicada ao monitoramento ambiental, que são duas linhas de pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Energias Renováveis do IFCE”, lembra Ripardo.

A qualidade da água das lagoas de Fortaleza é objeto de iniciativas em diversas áreas de ensino e pesquisa do campus, a exemplo da Química, da Informática e do Meio Ambiente. “O monitoramento da qualidade das águas é fundamental, mas a prática profissional é bastante penosa e repetitiva. O operador fica horas sob o sol forte e ainda tem a possibilidade de naufrágio do barco. Assim, um barco pequeno robótico é uma ótima solução para efetuar medições automáticas de pontos assinalados em mapa por coordenadas GPS e ainda com a possibilidade de repetição precisa dos pontos de coleta de forma periódica por meio do software embarcado”, argumenta Laranjeira.

Barco autômato em exposição, ao lado de açude, com equipamentos auxiliares

Barco autônomo é desenvolvido por pesquisadores do IFCE

 

O veículo aquático já teve patente depositada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial - INPI em 2017, e o próximo passo do projeto é a continuação do desenvolvimento do barco, agregando novas funcionalidades, como verificação da situação de assoreamento de lagoas. Outro passo importante é o licenciamento da tecnologia para empresas que desejem explorar o produto comercialmente.

Reportagem: Márlen Danúsia (Fortaleza)