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Diagnóstico assistido por computador traz avanços para a medicina diagnóstica

última modificação: 23/01/2020 13h08

O mundo ao nosso redor está cheio de sinais. São imagens e sons que podem ser transformados em números e transportados para o meio digital, segmentados e classificados. Quando esses dados conseguem ser processados em sistemas informatizados, com a adoção da inteligência artificial, podem gerar verdadeiras revoluções em diversas atividades humanas.

Tecnologias que auxiliam os médicos no diagnóstico de doenças e na tomada de decisões sobre o tratamento do paciente são exemplos disso. Há mais de uma década, o professor do IFCE Pedro Pedrosa dedica-se a desenvolver sistemas computadorizados para detecção automatizada e quantificação de anomalias em imagens da área da Saúde.

Um dos sistemas classifica os nódulos pulmonares como malignos ou benignos e indica o nível de malignidade, com o objetivo de reduzir as taxas de mortalidade por câncer de pulmão. Outro aborda imagens de lesões de pele com foco em melanomas. Também é possível identificar a doença de Parkinson a partir da análise da voz do paciente e correlacionar dados de eletroencefalograma com epilepsia, autismo e alcoolismo. Há avanços no diagnóstico do Acidente Vascular Cerebral (AVC), a partir das imagens de tomografia computadorizada craniana, a fim de auxiliar o diagnóstico médico.

As pesquisas foram desenvolvidas em colaboração com instituições nacionais, como a UFRJ e o Hospital Universitário Walter Cantídio, e internacionais, como Kaunas University of Technology (Lituânia), Universidade do Porto (Portugal), Karunya University e Vellore Institute of Technology (Índia) e Chinese Academy of Sciences, Xi’an University of Technology, Sun Yat-Sen University e Dongguan University of Technology (China).        

Pesquisa & Desenvolvimento

O Laboratório de Processamento de Imagens, Sinais e Computação Aplicada (Lapisco) abriga diversos projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D). Uma das aplicações, desenvolvida por meio do Polo Embrapii para a empresa Locktec, utiliza a inteligência artificial para o controle de portarias. O projeto engloba tecnologia de reconhecimento facial, automação, processamento de linguagem natural, desenvolvimento de rede neural e videomonitoramento, entre outros pontos. Na indústria, há aplicação para monitorar, utilizando um robô, a subestação da Usina Termoelétrica do Pecém, empresa do Grupo EDP, e para monitorar falhas nos aerogeradores, visando à eficiência energética e manutenção preventiva planejada. Outro sistema desenvolvido monitora o uso de equipamentos de proteção individual (EPI) por funcionários, bloqueando o acesso a ambientes de trabalho, com o intuito de prevenir acidentes.  Veja mais em lapisco.ifce.edu.br.