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IFCE participa de força-tarefa para manutenção de respiradores

Atividades estão sendo coordenadas pelo Senai-CE
última modificação: 16/04/2020 12h39

A disponibilidade dos respiradores mecânicos é um dos pontos críticos do acesso ao tratamento da Covid-19 para aqueles que manifestam a forma grave da doença. Em mais uma ação de enfrentamento à pandemia, o IFCE passou a integrar uma força-tarefa de manutenção e reparo desses equipamentos no Ceará.

A ação é encabeçada pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), em parceria com a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), a Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) e a Universidade Federal do Ceará (UFC).

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que haja cerca de 3.600 respiradores fora de operação por falta de manutenção no Brasil. Cada aparelho pode salvar até 10 pessoas. No Ceará, a Sesa está responsável por identificar e recolher esses equipamentos, que estão sendo higienizados e levados à central de manutenção de ventiladores instalada na unidade do Senai no bairro Jacarecanga.

A central conta com três salas de aula isoladas e higienizadas, e cada uma delas contempla uma fase do trabalho. A primeira é voltada à triagem e ao diagnóstico primário dos aparelhos; a segunda abriga a manutenção propriamente dita; e a terceira, chamada de sala de testes, destina-se à verificação e certificação dos respiradores.

É justamente na sala 2 onde estão trabalhando os professores do IFCE Heldenir Pinheiro (campus de Fortaleza) e Luiz Daniel Bezerra (campus de Maracanaú). O primeiro atua na correção de defeitos na área de pneumática e mecânica, e o segundo na área da eletrônica. Desde o dia 2 de abril, a rotina dos docentes envolve a desmontagem e a montagem dos equipamentos, identificação dos defeitos, troca de peças e testes de qualidade, além de muito cuidado com segurança.

“O que motiva a gente todo dia é consertar o máximo de equipamentos para ajudar o máximo de pessoas possíveis mais na frente. Não é um trabalho simples. São muitos sistemas que precisam ser testados”, explica Heldenir Pinheiro. Via WhatsApp, os alunos acompanham e colaboram com o trabalho dos docentes, estudam os manuais dos fabricantes e debatem os defeitos mais comuns. “Tentam ajudar o máximo que podem”, revela o professor.

 

Da esquerda para direita, professores Luiz Daniel Bezerra (Maracanaú) e Heldenir Pinheiro (Fortaleza) 

"O clima é de corrida contra o tempo. É uma satisfação saber que estamos contribuindo para amenizar uma parte dos problemas causados pelo vírus", acrescenta Klayton Cardoso, docente do Senai.

Em apenas um dia de trabalho, o grupo já diagnosticou o defeito de cinco respiradores, vindos da Região Metropolitana de Fortaleza e do interior do Estado e que, em breve, devem retornar para uso de pacientes. A calibragem e a redistribuição dos equipamentos recuperados ficam por conta da Sesa, de acordo com as necessidades da rede de saúde.

Manuella Nobre (campus de Fortaleza), com informações da Assessoria de Comunicação da Fiec

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