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Reflexão: Dia Internacional da Mulher

Reflexão

Texto da psicóloga do campus de Acaraú, Gessyka Sousa. Confira!
última modificação: 10/03/2021 19h28

Neste mês de março, em que comemoramos o Dia Internacional das Mulheres, a psicóloga do campus de Acaraú do IFCE, Gessyka Sousa, traz a seguinte reflexão disparada pelo vídeo publicado originalmente no perfil do instagram @quebrandootabu…


“De todas as publicações/denúncias acerca das lutas que nós mulheres ainda empreendemos diariamente contra a desigualdade de gênero, este vídeo certamente foi o que mais me chamou a atenção pelo fato de, como um espelho, mostrar meu próprio machismo não apenas aquele que está nos outros e na sociedade.

No vídeo disponível no instagram, o entrevistador coloca a seguinte questão:
"Pai e filho sofrem um acidente terrível de carro, alguém chama uma ambulância mas o pai não resiste e morre no local. O filho é socorrido e levado ao hospital às pressas. Ao chegar no hospital, a pessoa mais competente do centro cirúrgico vê o menino e diz: não posso operar esse menino, ele é meu filho."
E em seguida pergunta: “Quem disse isso?” E ninguém acerta de cara a resposta mais lógica: “A pessoa mais competente do centro cirúrgico é a mãe”.

E assim como os entrevistados, eu demorei a sacar a resposta. Contudo, não creio que tenha sido por um problema no meu raciocínio lógico, “afinal até medalha em olimpíada de matemática já havia recebido na escola…” pensei comigo. Porém a resposta não me ocorreu de imediato, tive que pensar e raciocinar e quando encontrei a resposta me indignei comigo, pois me dei conta nesse instante que também ainda há em mim essa “tatuagem mental” do machismo, que faz com que em inúmeras ocasiões eu presuma que somos menores que os homens, que não temos o direito de ocupar os mesmos lugares de poder, saber e competência que eles. Contudo, não me culpo. Sei que isso é fruto de um problema social estrutural, então me alegro ao ver mais um pedacinho de meu machismo sendo desvelado, possibilitando que seja desconstruído... Então, meu convite à reflexão é para que todos nós, mulheres e homens, olhemos-nos no espelho para ver os machismos que ainda carregamos, pois sim, ainda somos muito machistas e apenas reconhecendo isso teremos alguma chance de nos transformar.”

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