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Exposição arqueológica é lançada em Acaraú

ARQUEOLOGIA

A exposição ficará no campus de Acaraú até dezembro, inclusive com agendamento de visitação de escolas
última modificação: 02/10/2019 15h38
Edson Costa Momento de visitação à exposição no dia do lançamento
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Momento de visitação à exposição no dia do lançamento

O campus de Acaraú do IFCE realizou, no dia 1º de outubro, o lançamento da Exposição "Entre conchas, cacos e pedras: um trabalho de arqueologia do Município de Acaraú". O trabalho é fruto de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) dirigido pelo grupo Energimp, gestor da empresa eólica Cajucoco, que está se instalando na região, e foi executado pela empresa Candeia Pesquisa e Produção Cultural, em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o IFCE acarauense, por meio da Coordenação de Extensão e Relações Empresariais.

A exposição aborda aspectos sobre a Arqueologia da região, conta sobre como trabalha o arqueólogo e explica algumas ações de educação patrimonial que foram realizadas nas localidades acarauenses de Espraiado e Volta do Rio, além do próprio IFCE.

Conforme Cristiane Bucco, arqueóloga do Iphan, trata-se de um projeto de educação patrimonial, no âmbito do TAC. "Todo empreendimento, ao solicitar o seu licenciamento, necessita realizar a pesquisa arqueológica e, por vezes, sítios arqueológicos são destruídos com a instalação desses empreendimentos. Daí a importância de TACs firmados como esse com a empresa eólica Cajucoco e o grupo Energimp. Uma das medidas era desenvolver um projeto de educação patrimonial. A Candeia foi contratada e desenvolveu essa atividade, a qual vemos de suma importância, sendo uma exposição pioneira na região", explicou.

O superintendente do Iphan, Otacílio Macedo, destacou a importância do trabalho. "A exposição é de grande importância para o Estado do Ceará, da Arqueologia, a partir desse TAC firmado desde 2014, que mostra o processo de Arqueologia e trazer esse trabalho para o IFCE foi uma ideia nossa, do Iphan, para mostrar aos alunos como se dá o processo de arqueologia, com vistas a criar o interesse e informar a esses alunos, nesta região que apresenta vários sítios arqueológicos como Acaraú, acerca da educação patrimonial", pontuou.

Conforme Aline Lima, sócia da Candeia, a empresa abraçou o projeto que tem como objetivo "realizar ações de educação patrimonial na cidade de Acaraú, após o Termo de Ajustamento de Conduta assinado entre a empresa eólica e o Iphan, e um dos produtos é essa exposição. Nesse espaço, fala-se sobre o que é arqueologia, como trabalha o arqueólogo, qual o papel desse profissional e dos vestígios que ele encontra para entendermos um pouco da nossa história, das pessoas que vieram antes de nós, como isso contribui para a construção da nossa identidade, da nossa memória", esclareceu.

A professora Rosaline Oliveira, coordenadora de Extensão e Relações Empresariais do campus de Acaraú, referenciou a importância de parcerias que resultam em exposições como esta. "Este é um momento muito feliz em que coroamos a parceria entre o Iphan e o IFCE, tendo como ponte o Laboratório de Turismo do Ceará - Labteic e a empresa Candeia, que executou este trabalho tão belo desta exposição que contamos aqui no Instituto até dezembro. É um momento em que a comunidade vem conhecer essa exposição, vem estar próximo das suas raízes, dos seus antepassados e reconhecer a importância de cada detalhe da nossa história", destacou.

O diretor-geral do campus de Acaraú, Manoel Paiva, ressaltou a importância da exposição, pois "consegue expor para a comunidade uma questão que é referência no Município, afinal Acaraú é referência na área arqueológica. É uma honra para nossa Instituição receber este trabalho que aqui ficará exposto por mais de dois meses, oportunizando que a comunidade possa vir visitar um trabalho bem embasado e justificado, reconhecendo nossa história e memória de nosso Município, por meio do viés arqueológico", declarou.

Ao lançamento da exposição, fizeram-se presentes representantes do Iphan, da empresa Candeia, da eólica Cajucoco, do grupo Energimp, das Secretarias de Cultura de Acaraú e Itarema, dos indígenas Tremembés de Itarema, além de professores e alunos das escolas municipais das localidades acarauenses de Volta do Rio e Espraiado. Ainda compareceram ao evento o museólogo Zé de Fátima, de Itarema, e o professor e poeta Dimas Carvalho, de Acaraú.

A visita é gratuita e poderá ser realizada até dezembro de 2019. Serão feitos, inclusive, agendamentos para escolas da região.