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Semana da Geografia debate a questão da terra

Os debatedores discutiram os desafios da geografia contemporânea e destacaram a necessidade de se pensar o território
publicado: 17/04/2018 13h57, última modificação: 17/04/2018 14h05

Na primeira noite da 2a. Semana Acadêmica da Licenciatura em Geografia, a mesa de debate reuniu, no auditório Nilo Peçanha, os professores Levi Furtado, George Bezerra e Danielle Rodrigues. Durante o encontro, eles discutiram os desafios da geografia contemporânea e destacaram a necessidade que a Geografia tem de debater o território a partir de uma perspectiva social.

Dentre os diversos desafios da Geografia Contemporânea apontados pelo professor Levi, ele frisou a questão da terra: "a Geografia não discute a estrutura fundiária no Brasil. Nós falamos do agronegócio, mas não falamos da estrutura que dá poder a ele“. O professor disse ainda que a Geografia Contemporânea está conhecendo os lugares e os movimentos que estão acontecendo no campo e nas cidades e é sobre essas questões que os geógrafos devem produzir saber.

Para o professor George, a Geografia precisa encontrar seu papel na construção de um país democrático. Nesse sentido, ele aponta que esse papel passa fundamentalmente pelo acesso a direitos, que vão do direito à informação (com a democratização dos meios), ao direito à terra, à saúde, à educação...

O professor destacou ainda a importância dos Movimentos Sociais nesse debate „sem os movimentos sociais, o Brasil seria mais injusto, menos democrático“.

A professora Danielle Rodrigues fechou a mesa de discussão trazendo o tema da cartografia social e da geografia crítica. Para ela, a cartografia social, produzida pelas comunidades, é fundamental na formulação de políticas públicas e é estratégica para afirmar os direitos territoriais. Já a Geografia Crítica, se diferencia por demonstrar o caráter histórico e potencialmente transformável da sociedade.