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Encontro reúne ex-alunos do campus do Crato

Música, emoção e memórias embalaram a sétima edição do evento
publicado: 19/07/2016 10h06 última modificação: 19/07/2016 10h23
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Alunos de todas as épocas estavam presentes

Quem disse que saudades precisam ser sinônimo de tristeza? Para quem já estudou no campus do Crato, saudade significa festa e reencontro. Ao longo dos seus mais de 60 anos de história, o que hoje é o campus já foi Escola Agrotécnica e Colégio Agrícola, antes de se juntar à rede do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, em 2008. No último sábado (16), ex-alunos de todas essas épocas se reuniram para celebrar os velhos tempos no encontro de egressos anual organizado pelo campus. Música, emoção e memórias embalaram a sétima edição do evento, que teve apresentações da banda Cariri Choromingando e de uma dupla de estudantes, além de torneio de futsal.

O acompanhamento de ex-alunos faz parte do trabalho de extensão do Instituto, que tem um setor para cuidar da questão. Agrônomos, poetas, comunicadores, advogados, professores, políticos, engenheiros: ainda que nem todos tenham seguido carreira na área de agropecuária, eles lembram com carinho até do trabalho prático mais pesado com a enxada. Durante o encontro, as histórias foram recontadas – com boas doses de nostalgia e por vezes até um certo exagero – ao microfone por professores e ex-alunos e conversadas entre os grupos de contemporâneos reunidos nas mesas.

Para quem esteve presente no evento, o Instituto não é apenas uma escola profissionalizante, mas também um fator chave na formação cidadã de quem tem a oportunidade de passar por ele. É o que acredita o quarteto formado por Leto Saraiva, João Adriano Pinheiro, José Ricardo Fernandes e José Valdo Sampaio, concludentes da turma de Agropecuária de 1977. Todos são unânimes em afirmar que o tempo de escola os ensinou disciplina e os ajudou a moldarem os anos futuros: "Saímos daqui preparados para ir à roça, à qualquer empresa, prontos para qualquer desafio", conta Sampaio.

Saraiva lembra que a época era de Ditadura Militar, e as dificuldades eram muitas: "Nós tínhamos horário para acordar e para dormir. Tudo era proibido, tudo era vigiado. Os desafios foram muitos, mas fomos uma turma beneficiada por tudo o que passamos. Foi um aprendizado muito grande. Nós aprendemos a viver a nossa vida aqui no Colégio Agrícola".

Quase 35 anos depois de o quarteto ter passado pelo campus, e guardando experiências semelhantes as deles, João Ítalo de Sousa e Thuyanne Gabriela Moreira se formaram. Os dois foram ao encontro para rever os amigos e servidores, colocar em dia as novidades e ver as mudanças que ocorreram no Instituto desde 2011, ano em que concluíram o curso técnico em Agropecuária. Agora, eles são universitários: Thuyanne cursa Direito e João Ítalo está terminando Agronomia, ambos na Paraíba. "Os servidores foram bastante importantes para a formação das pessoas que somos hoje. Continuamos estudando e queremos mais e mais um futuro melhor. Aqui foi onde as portas foram abertas para que a gente entrasse nesse mundo fantástico que é o do saber", diz a futura advogada.

Para Ítalo, a influência do Instituto é forte na vida profissional: "Eu sempre quis fazer essa área. Quando eu vim para cá, foi só para ter a certeza e direcionar o caminho. Mais de 50% do que eu vou ser como agrônomo aprendi aqui, principalmente a parte prática da profissão. Devo muito a essa escola".

Tecnologia facilita o contato
Se concluíram nos anos setenta ou em 2015, não importa. A principal forma de contato entre os antigos companheiros de escola é a mesma: a internet. Grupos nas redes sociais e no whatsapp são comuns e ajudam a organizar encontros entre as turmas. A de 2011, por exemplo, promove encontros anuais, assim como os estudantes que se formaram entre 1991 e 1993. No próximo ano, os formandos de 1977 celebram 40 anos de conclusão do curso, e o whatsapp é uma ferramenta de mobilização para a festa: "Nesse grupo, a gente conversa quase diariamente, troca ideias, brincadeiras, relembra algumas coisas do passado e se mobiliza para que em 2017 a gente faça um grande encontro", explica Sampaio.

Do outro lado
Depois de formados, alguns dos ex-alunos passaram para o outro lado da moeda e viraram servidores do campus. Hoje, são 28 funcionários com essa história, entre técnicos administrativos e professores. Um deles é o professor de topografia Luís Clodoaldo Alves Lopes, que se formou em 1988 e já trabalha no campus há 15 anos, desde 2001. Segundo ele, é um orgulho ter retornado. "Saí daqui para uma faculdade e com o objetivo de ser professor da área, especificamente aqui. Se trata da realização de um sonho profissional, eu me sinto realizado nesta instituição, com a possibilidade de formar novos técnicos. Para mim, é tudo muito simbólico e emocionante e tenho prazer em participar destes momentos [de encontro], porque é um filme que passa na memória".

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Assunto(s): Educação