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Professor e alunos montam impressora 3D em Cedro

Equipamento fica à disposição no laboratório de prototipagem do campus
por Andressa Souza publicado: 07/03/2016 10h58 última modificação: 07/03/2016 11h10
Exibir carrossel de imagens Foto: Fabrício Castelo Impressora 3D montada no campus Cedro

Impressora 3D montada no campus Cedro

Os ouvidos captam um zumbido semelhante ao de moscas voando em sincronia; o nariz percebe o odor do plástico queimado; os olhos capturam movimentos coordenados de engrenagens multicoloridas enquanto a máquina cria estruturas sobre uma superfície espelhada. A cena parece ter saído de um filme de ficção científica, mas é vida real e acontece no laboratório de prototipagem do campus de Cedro do IFCE.

Os alunos William Souza, Geilson Gomes e Carlos Ernandes da Silva, todos do sétimo semestre de Mecatrônica Industrial, orientados pelo  professor Rodrigo Tavares, finalizaram a primeira de três impressoras 3D para a unidade. O aparato foi montado já com algumas peças, como engrenagens, produzidas por outra impressora 3D, de propriedade do docente. “A ideia é que a gente possa fazer outra igual a essa impressora usando só ela como ferramenta”, explica Rodrigo.



O equipamento utiliza filamentos de plástico ABS como matéria-prima para confeccionar objetos em três dimensões. O processo de criação parte de um projeto em 3D desenhado em softwares específicos; o desenho é enviado para um programa “fatiador”, que transforma o arquivo em uma série de comandos para fazer camadas e transfere as instruções para a impressora. O dispositivo possui um sistema de roldanas que traciona o fio de plástico e o injeta em uma espécie de bico, onde é aquecido à temperatura de 225º e se transforma em uma fibra ainda mais fina. Com o material derretido, a impressora desenha as camadas da peça feita no computador, uma por cima da outra, sobre uma superfície aquecida que facilita a adesão do plástico.

Segundo o professor Rodrigo Tavares, a impressora 3D é uma ferramenta muito útil para quem trabalha com Mecatrônica ou Mecânica. “Você consegue construir peças de forma rápida e num espaço de tempo muito pequeno. É muito mais fácil você desenhar uma peça num programa e colocá-la para ser impressa numa impressora 3D do que usinar esse material”, detalha.

Para o docente, não há restrição quanto ao uso da máquina. “As impressoras vão ser utilizadas para fazer pesquisas, produzir artefatos para aulas como peças mecânicas ou modelos de célula, o que for preciso. Podem fazer estruturas para que pessoas com deficiência visual entendam determinados conceitos, jogos de formas geométricas, as possibilidades são infinitas”, acredita.