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Cedro promove I Colóquio sobre Educação de Surdos

Programação traz palestras, apresentações culturais e relatos de experiência
por Andressa Souza publicado: 09/04/2015 00h00 última modificação: 23/11/2015 08h55
Colóquio debaterá importância da Libras na educação de surdos (Foto: Andressa Souza)

Colóquio debaterá importância da Libras na educação de surdos (Foto: Andressa Souza)

O campus de Cedro do Instituto Federal do Ceará (IFCE) realiza, na próxima quarta-feira (15/04), o I Colóquio Sobre Educação de Surdos. Organizado pelo Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas (NAPNE), o evento é gratuito e conta com palestras, apresentações culturais e relatos de experiência.

A época de promoção dessa pauta de debates não é coincidência. Há 13 anos era instituída a Lei Federal n° 10.436, que regulamenta a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio legal de comunicação dos surdos. Em 2005, foi baixado o decreto que orienta a legislação, dispondo de artigos estabelecendo a inclusão da Libras como disciplina curricular para licenciaturas, a garantia do direito à educação para pessoas surdas e tratando da formação dos professores e intérpretes.

Uma década depois, é tempo de discutir os avanços alcançados e os caminhos que ainda devem ser traçados em prol da educação inclusiva, principalmente em municípios do interior do Estado onde se percebe um atraso em relação à capital nessa área. Para liderar esses debates, foram convidados Antônio Nelson Moreno, professor de Libras do campus de Tianguá do IFCE, e Francisco Reule de Sousa, professor e intérprete de Libras do Senac/CE. Os temas propostos são a importância da Libras no processo de ensino-aprendizagem do surdo e a relevância da presença de um intérprete da língua na educação de pessoas com deficiência auditiva.

Mãos que Incluem
O principal expoente do trabalho do campus de Cedro em acessibilidade é o projeto de extensão Mãos que Incluem, iniciativa alfabetizadora de pessoas surdas residentes na comunidade. Atualmente, 15 adolescentes e adultos participam das aulas, que buscam instituir a Libras como sua língua materna e o português como segundo idioma.