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Campanha Saúde e Bem-Estar promove palestras

Os assuntos abordados foram as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti e como preveni-las
por Andressa Souza publicado: 29/04/2016 09h52, última modificação: 29/04/2016 09h52
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Campanha Saúde e Bem-Estar promove palestras abordando as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti e como preveni-las

A campanha Saúde e Bem-Estar, promovida pelos estudantes do sétimo semestre de Mecatrônica Industrial, promoveu seu segundo dia de ações durante esta quinta-feira (28). Dessa vez, o foco foi o combate às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti e como preveni-las.

Durante a manhã, a titular da Secretaria de Saúde de Cedro, Sayonara Cidade, abordou a dengue, a febre chikungunya e a zika vírus por uma perspectiva mais clínica. "Foi com muita tristeza que recebemos a pancada de mais duas doenças transmitidas pelo vetor Aedes aegypti", desabafou. "São doenças novas para todos nós, não só para a comunidade, mas para quem trabalha com saúde também".

Por isso, um dos pontos principais de sua fala aos estudantes que lotavam o auditório e a escutavam atentamente foi a distinção entre os sintomas da dengue, da zika vírus e da febre chikungunya. A secretária alertou também para a rapidez com que as doenças se espalham, por conta da transmissão viral através do mosquito, para os riscos de uma epidemia e para a necessidade do trabalho coletivo na prevenção da multiplicação do vetor.

"A principal medida é o cuidado com o lixo dentro da escola, depois com os reservatórios de água", cita Sayonara Cidade como uma das providências a serem tomadas para o combate ao mosquito Aedes aegypti dentro do ambiente acadêmico. "Pode formar brigadas de alunos que façam a vistoria na escola semanalmente, porque os ciclos de vida do mosquito são de oito dias. Uma vez por semana, trabalhando esses cuidados dentro da escola não vai ter dengue".

Pela tarde, o agente de endemias Daniel Braga tratou da prevenção e do combate ao mosquito Aedes aegypti, abordando as medidas de controle biológico, químico e mecânico. Ressaltou também que os maiores índices de infestação são encontrados nas residências, por isso é tão importante a conscientização dentro de casa para tampar depósitos, lavar e vedar caixas d'água, manter garrafas tampadas ou de cabeça para baixo e colocar areia nas bordas dos vasos de planta.

Para melhor compreender os conteúdos das palestras, os estudantes puderam observar de perto a fêmea do Aedes aegypti, transmissora das doenças abordadas, além de seus ovos, em amostras trazidas pelo laboratório de vivências do Laboratório Regional de Saúde Pública de Icó.

Samuel Matos, estudante do técnico integrado em Eletrotécnica, não perdia uma palavra das explicações de Manoel Bonfim, agente de saúde pública federal e técnico de laboratório. "Pretendo fazer faculdade de Biologia, por isso fiquei curioso para perguntar, para poder não deixar que na minha casa haja proliferação do Aedes aegypti e também para aprender quais são os animais venenosos para tomar cuidado na hora de interagir com eles", conta.

Além do Aedes, o laboratório trouxe para exposição barbeiros, insetos transmissores da Doença de Chagas, escorpiões, escaravelhos, caramujos e baratas d'água. Durante a manhã, houve também medição de glicemia e aferição de pressão arterial.