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Aluno cria robô quadrúpede para agricultura

Protótipo foi apresentado como trabalho de conclusão de curso (TCC)
por Andressa Souza publicado: 21/12/2015 15h21, última modificação: 22/12/2015 15h18
Exibir carrossel de imagens Protótipo ainda precisa de mudanças para ser aplicável (Foto: Regivano Oliveira)

Protótipo ainda precisa de mudanças para ser aplicável (Foto: Regivano Oliveira)

Após a virada do ano, o mês de janeiro chega aos homens e às mulheres que sobrevivem da terra com ares de esperança. É o início do “inverno” para o plantio, estação das chuvas que trazem a renovação dos céus, muito embora o calendário oficial acuse a época como pleno verão. Observando esses preparativos no sítio em Assunção, onde mora com os pais, o aluno Wendel Fechine teve uma ideia: por que não fazer um robô que ajudasse na agricultura familiar?

O protótipo foi apresentado como trabalho de conclusão do curso de Mecatrônica Industrial e também em formato de artigo no XV Congresso Norte/Nordeste de Pesquisa e Inovação (Connepi). O objetivo principal do estudo era verificar a viabilidade de um robô com patas para a agricultura, em especial a de pequeno porte.

“Nas pesquisas que fiz, praticamente todos os robôs que eu vi de apoio à agricultura eram feitos com sistema de locomoção a base de rodas. E aí eu percebi que as patas possuem mais vantagens do que as rodas para solos irregulares devido à sua locomoção ponta a ponta, ou seja, ele pode se mover para qualquer lado sem precisar de nenhum tipo de manobra”, explica Wendel. O robô com patas também se sobressai na ultrapassagem de obstáculos, por ser capaz de passar por cima deles e não precisar fazer manobras para se desviar, além de estar livre da ameaça de travamento das rodas.

O protótipo desenvolvido pelo estudante é composto por uma estrutura de alumínio de peso inferior a 400g. Além das quatro patas, possui um controlador, que é onde está armazenada a programação da caminhada; um módulo Bluetooth, o qual permite que os comandos sejam feitos por meio de um aplicativo de celular também criado por Wendel; uma bateria e um alimentador de cérebro motor oriundo de um aeromodelo.

O robô foi testado em quatro tipos de solos encontrados tipicamente na região: duro, liso, macio e pedregoso. Embora funcional e estruturalmente mais eficiente, provou-se economicamente e energeticamente inviável pelo alto consumo da bateria. Para cada hectare de produção, seriam necessários 40 exemplares.

Em suas conclusões finais, Wendel percebeu que ainda há muito no que trabalhar em seu robô. “Isso aqui é o pontapé inicial. Eu vou ter que buscar outras formas mais sustentáveis de realimentar a bateria, que poderia ser com um painel solar. Quero fazer uma estrutura mais robusta e colocar uma visão computacional”, elenca.